Cartas á Sociedade

Há e sempre haverá grandes discussões sobre o conceito de “raça” no mundo e com o passar do tempo será cada vez mais difícil uma definição concreta, pois haverá um declínio cada vez maior desse conceito através da união racial entre os mais diversos povos. Pois bem. Particularmente acho um absurdo rotular as pessoas por cores. Primeiro porque não há cores entre as pessoas, brincando até diria que existe tons. Segundo, hoje em dia, há uma número muito grande de miscigenação e é difícil definir de que povo uma pessoa descende. Eu mesma, descendo de negros, índios, brancos e talvez (mui longínquo) de asiáticos – e quando falo em Ásia me refiro ao continente inteiro! Algumas pessoas insistem em pensar que o mesmo corresponde somente a China e ao Japão (vamos acordar meu povo!). Como bem diz o jogador de golfe Tiger Woods, cuja mãe é tailandesa e o pai descendente multirracial (se é assim que diz), o próprio se identifica como “cablinasian” (uma combinação das palavras branco, negro, índio e asiático, em inglês). É uma ideia de como as mudanças ocorrem, a saber que a cada dia o conceito de “raça” cai por terra. Branco, preto, amarelo… nos tornamos a tabela de cores pelo pensamento de uns poucos que regem a tal democracia.
As pessoas precisam melhorar sua percepção racial. Quem aqui se considera 50% negro, 50% branco, 50% índio, 50% asiático, 50% afins? Pouquíssimas pessoas optariam por apenas uma raça, isso porque descendem de famílias nas quais: não houve miscigenação (por exemplo, lugares onde habitam uma maioria populacional que pertencem a apenas uma raça) ou, houve pouquíssima “mistura”, ou seja, um ou outro ascendente teve filhos mestiços nas quais não denota outra raça.
Um fator muito importante: quanto mais jovem é a pessoa, mais aberto a relações interraciais ele é. São questões de mudanças culturais e sociais que se modificam com o passar dos anos, pois as pessoas estão sujeitas a outros tipos de valores. De acordo com pesquisas realizadas nos E.U.A (exemplo), atualmente 97% dos afro-americanos concordam com namoro e aceitam relações interraciais. A entrada maciça de imigrantes de diversas origens nos Estados Unidos têm mudado a mentalidade da sociedade americana e as linhas raciais têm ficado menos evidentes. Porém, ainda há barreiras. Na Carolina do Sul, uma universidade proibia os namoros interraciais até o ano de 2000. Em 2001, 40% dos eleitores do Alabama foram contra a retirada da proibição de casamentos interraciais que ainda estava escrita na constituição estadual.
Apesar das mudanças ocorrerem com maior velocidade, ainda há muito o que fazer. O que se pode entender com isso é que, como já diziam, “as coisas mudam, sempre mudam” e sendo pra melhor então que continuem mudando.

Por Prisca DL.

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