Segunda-feira, três de maio de dois mil e dez

Segunda-feira, três de maio de dois mil e dez,

 

Hoje quando acordei pensei nas coisas a que a vida me submeteu.

Esta criatura brincalhona e hipócrita; sincera, saliente e frágil

Que exibe suas façanhas como se fossem bijuterias dependuradas ao longo do colo.

Este mesmo ser já não satisfeito em me preparar tantas,

Tentou mais uma vez testar meus limites.

Busquei em mim forças para enfrentá-la,

Confesso: titubeei uma vez.

Mas me recompus e finalmente provei a mim que sou forte o bastante,

Forte pra saber que não importa o que sobrevenha a mim,

Sei que à titônia minha valentia transporá o medo,

E aos poucos me liberto da mendicidade de minha existência.

“Nenhum século, depois de rijo lidar, se foi envolver no sudário do passado, sem testar à história mais um nome, um feito, um laurel, uma glória” (Antero de Quental, Prosas, I, p. 45).

Vidainglória, morteindigna.

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